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OPERAÇÃO DNA

Operação DNA mira R$ 66 milhões ligados à Mensageiro em SC

Investigação apura estratégias usadas para dar aparência legal a bens adquiridos com recursos de origem criminosa

Publicado em 02/06/2026 às 08:37

Foto: Divulgação/MPSC

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a Operação DNA do Crime, um novo desdobramento da Operação Mensageiro em Santa Catarina.

A ação ocorre em apoio à força-tarefa da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e tem como foco a recuperação de patrimônio público.

Segundo o MPSC, estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em empresas e residências, além de sete mandados de prisão contra empresários. As ordens foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina contra suspeitos de integrar uma organização criminosa.

A decisão judicial também determinou a apreensão de até 95 veículos pesados e de passeio, além do bloqueio de 19 imóveis e da indisponibilidade de aproximadamente R$ 66 milhões.

As ordens são cumpridas simultaneamente em Blumenau, Gaspar e Curitiba, em residências e empresas ligadas aos investigados.

De acordo com o Ministério Público, os investigados adotavam estratégias para dar aparência de legalidade a bens e valores que teriam origem em crimes de corrupção de agentes públicos e fraude a licitações.

Entre as práticas apontadas estão a celebração de contratos e empréstimos fictícios entre empresas e pessoas físicas do mesmo grupo, além do uso de laranjas na criação de empresas.

Para a execução da operação, foram mobilizados membros do MPSC e 45 policiais integrantes do GAECO. Ao todo, 47 agentes atuam nas ruas e em unidades prisionais para o cumprimento das ordens judiciais.

A Operação DNA do Crime é um desdobramento, por conexão, da 6ª fase da Operação Mensageiro. Essa fase apura indícios de enriquecimento ilícito de um grupo de empresários que possui condenações e ações em andamento por crimes de corrupção e fraude licitatória, além de contratos públicos atualmente em execução.

O nome da operação foi escolhido porque, segundo o MPSC, o grupo investigado seria composto essencialmente por integrantes de uma mesma família, incluindo irmãs, filhos, cunhados e noras da líder do grupo. Ela seria responsável por planejar e articular a operação de lavagem de capitais.

O GAECO é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar. O grupo atua na identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.

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