O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a Operação DNA do Crime, um novo desdobramento da Operação Mensageiro em Santa Catarina.
A ação ocorre em apoio à força-tarefa da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e tem como foco a recuperação de patrimônio público.
Segundo o MPSC, estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em empresas e residências, além de sete mandados de prisão contra empresários. As ordens foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina contra suspeitos de integrar uma organização criminosa.
A decisão judicial também determinou a apreensão de até 95 veículos pesados e de passeio, além do bloqueio de 19 imóveis e da indisponibilidade de aproximadamente R$ 66 milhões.
As ordens são cumpridas simultaneamente em Blumenau, Gaspar e Curitiba, em residências e empresas ligadas aos investigados.
De acordo com o Ministério Público, os investigados adotavam estratégias para dar aparência de legalidade a bens e valores que teriam origem em crimes de corrupção de agentes públicos e fraude a licitações.
Entre as práticas apontadas estão a celebração de contratos e empréstimos fictícios entre empresas e pessoas físicas do mesmo grupo, além do uso de laranjas na criação de empresas.
Para a execução da operação, foram mobilizados membros do MPSC e 45 policiais integrantes do GAECO. Ao todo, 47 agentes atuam nas ruas e em unidades prisionais para o cumprimento das ordens judiciais.
A Operação DNA do Crime é um desdobramento, por conexão, da 6ª fase da Operação Mensageiro. Essa fase apura indícios de enriquecimento ilícito de um grupo de empresários que possui condenações e ações em andamento por crimes de corrupção e fraude licitatória, além de contratos públicos atualmente em execução.
O nome da operação foi escolhido porque, segundo o MPSC, o grupo investigado seria composto essencialmente por integrantes de uma mesma família, incluindo irmãs, filhos, cunhados e noras da líder do grupo. Ela seria responsável por planejar e articular a operação de lavagem de capitais.
O GAECO é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar. O grupo atua na identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.