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JUSTIÇA

Oito ex-prefeitos já foram condenados no escândalo do lixo em SC

Decisões foram tomadas pela 5ª Câmara Criminal do TJ-SC em ações ligadas à Operação Mensageiro

Publicado em 30/06/2026 às 14:36
Atualizado em

FOTO: (GAECO/MP-SC)

Oito ex-prefeitos presos durante as investigações da Operação Mensageiro, conhecida como o escândalo do lixo em Santa Catarina, já foram condenados pela Justiça.

As decisões foram proferidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por meio da 5ª Câmara Criminal, responsável pelo julgamento dos processos relacionados à operação. As ações têm como base acusações apresentadas pelo Ministério Público de Santa Catarina, a partir das apurações conduzidas pelo Gaeco e pelo Geac.

A Operação Mensageiro investiga um suposto esquema de corrupção em contratos públicos ligados à coleta e destinação de lixo em municípios catarinenses.

Desde a primeira fase da operação, deflagrada em dezembro de 2022, 17 prefeitos chegaram a ser presos durante as investigações. Até o momento, oito já tiveram condenações no TJ-SC. Todos eles não ocupam mais o cargo de prefeito.

Entre as condenações está a do ex-prefeito de Itapoá, Marlon Neuber, do PL. Ele foi o primeiro ex-chefe do Executivo municipal condenado no âmbito da operação, com pena de 18 anos de prisão.

Também aparece entre as penas mais expressivas a condenação de Luiz Henrique Saliba, do PP, ex-prefeito de Papanduva. Ele foi condenado a 16 anos, 2 meses e 18 dias de reclusão.

Além da pena de prisão, a Justiça determinou a perda do mandato e a interdição para o exercício de função pública por oito anos após o cumprimento da pena, além de outras medidas. Em uma das acusações de entrega de valores, Saliba foi absolvido por falta de provas.

Outro ex-prefeito condenado foi Adriano Poffo, do MDB, de Ibirama. A pena fixada foi de 13 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de 3 anos e 6 meses de detenção, em regime semiaberto.

Assim como outros condenados, Poffo também teve determinada a perda do mandato eletivo e ficará proibido de assumir cargos públicos pelo prazo de oito anos após o cumprimento da pena.

Até o momento, as condenações informadas foram decididas de forma unânime pelos integrantes da 5ª Câmara Criminal do TJ-SC. A relatoria dos processos é da desembargadora Cinthia Bittencourt Schaefer.

A Operação Mensageiro é considerada uma das maiores investigações de corrupção já realizadas em Santa Catarina, com reflexos em diversas prefeituras do Estado.

Fonte: NSC TOTAL/COLUNISTA ÂNDERSON SILVA

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