A partir desta quarta-feira (1º), está oficialmente liberada a colheita, o transporte e a comercialização do pinhão em Santa Catarina, marcando o início de uma das épocas mais tradicionais do ano na região Sul do Brasil.
A liberação ocorre após o período de defeso, que vai até o fim de março e tem como objetivo garantir a reprodução da araucária, árvore símbolo do estado e considerada ameaçada de extinção. Antes dessa data, a coleta e venda da semente são proibidas e podem gerar penalidades.
Com o início de abril, produtores, agricultores e comerciantes já podem atuar livremente, impulsionando a economia local. A movimentação deve ser intensa especialmente em regiões como o Planalto Norte e a Serra Catarinense, onde o pinhão é uma importante fonte de renda.
Além do impacto econômico, o pinhão também tem forte valor cultural. Tradicional nas mesas durante o outono e inverno, ele é destaque em receitas típicas e em festas regionais que celebram a cultura do Sul do país.
Os órgãos ambientais reforçam a importância da colheita consciente, respeitando o período permitido e contribuindo para a preservação da araucária, bem como da fauna que depende do pinhão como fonte de alimento.