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LEGISLAÇÃO

Câmara aprova proposta que autoriza divulgação de imagens de criminosos

Proposta prevê uso das imagens para identificação de infratores e apoio às autoridades

Publicado em 19/03/2026 às 11:34
Atualizado em

Imagem ilustrativa ( Gerada por IA)

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite a estabelecimentos comerciais divulgar imagens e áudios de pessoas flagradas cometendo crimes dentro de seus espaços. A proposta agora segue para análise do Senado.

O texto altera a Lei Geral de Proteção de Dados e estabelece que a divulgação poderá ocorrer com o objetivo de identificar infratores, alertar a população ou colaborar com autoridades públicas.

A medida, no entanto, prevê limites. A divulgação não poderá expor terceiros que não estejam envolvidos no crime e deve respeitar princípios como necessidade e proporcionalidade sempre que possível.

Em Canoinhas e municípios da região, a realidade não é diferente do restante do país. Casos de furtos e roubos em estabelecimentos comerciais têm sido registrados com frequência, o que reforça a relevância de medidas que possam auxiliar na identificação de suspeitos.

Nesse contexto, a possibilidade de divulgação de imagens pode contribuir tanto para alertar a população quanto para apoiar o trabalho das autoridades na elucidação desses crimes.

Além disso, o estabelecimento que divulgar as imagens deverá registrar boletim de ocorrência e poderá ser responsabilizado caso divulgue conteúdo falso ou inverídico.

O relator do projeto destacou que direitos como privacidade e proteção de dados continuam relevantes, mas precisam ser equilibrados com outros valores, como segurança pública e interesse coletivo.

Segundo ele, a proposta busca dar mais respaldo jurídico a comerciantes e contribuir para a identificação de autores de crimes, além de ter efeito preventivo.

A autora do projeto afirmou que a medida também pode ajudar a combater crimes contra mulheres em ambientes comerciais.

Durante a discussão, parlamentares divergiram sobre o tema. Enquanto alguns defenderam a proposta como ferramenta de segurança, outros alertaram para riscos relacionados à exposição indevida e possíveis abusos.

O projeto ainda precisa ser aprovado pelo Senado antes de entrar em vigor.

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