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Turismo

Como Canoinhas se posiciona frente a Mafra e Porto União no turismo

Comparativo de atrativos, acessibilidade, promoção e impacto econômico mostra onde cada cidade pode avançar para gerar mais receita.

Publicado em 25/08/2025 às 21:27
Atualizado em

Divulgação

Canoinhas, Mafra e Porto União vêm movimentando seus portais oficiais de turismo e planos municipais para transformar cultura, natureza e eventos em renda e emprego. A reportagem do Portal da Cidade Canoinhas mapeou atrativos, estrutura e divulgação pública disponíveis hoje e ouviu documentos e bases oficiais para entender onde cada município está mais forte e onde ainda dá para avançar.

Atrativos e identidade

Em Canoinhas, a vitrine oficial reúne roteiros urbanos e rurais, festas como a Fesmate e experiências ligadas à erva-mate, além de museus, estações ferroviárias e espaços de lazer, um recorte que reforça gastronomia típica e paisagem rural como marcas da cidade, além da Rota das Capelas. 

Mafra apresenta roteiros municipais e intermunicipais, agenda de eventos e informações práticas para visitantes. Entre os destaques estão patrimônio histórico, turismo rural e o Centro Paleontológico (CENPÁLEO), que costumam figurar nas listas locais de “o que fazer”. 

Em Porto União, o site turístico oficial reúne atrativos naturais (cachoeiras, mirantes), espaços urbanos e opções de hospedagem, e a prefeitura aprovou, em 2024, o Plano Municipal de Turismo, sinalizando planejamento de longo prazo para o setor. 

Acessibilidade e serviços ao visitante

Os três municípios mantêm portais públicos de turismo com seções de “o que fazer”, “onde ficar” e “eventos”, um passo básico para orientar o visitante e formalizar a oferta local (hotéis, restaurantes, guias). Canoinhas e Porto União exibem diretórios com hospedagem e serviços; Mafra organiza roteiros temáticos e informações úteis ao turista. Ter canais oficiais atualizados é critério valorizado pelo Ministério do Turismo dentro da política de regionalização e facilita o acesso a recursos quando o município cumpre requisitos do Mapa do Turismo Brasileiro (regulamentado pela Portaria MTur nº 9/2025). 

Capacidade instalada (hospedagem) e gargalos

O plano diretor de turismo de Mafra (PDITS) traz uma fotografia da oferta hoteleira à época: 3 meios de hospedagem, 219 unidades habitacionais e 515 leitos, além de estimativas de capacidade de atendimento, insumo importante para pensar eventos e sazonalidade. Embora seja um documento anterior, ele mostra a importância de medir a capacidade real para planejar a atração de fluxos. Canoinhas e Porto União mantêm páginas com hotéis e pousadas, mas carecem, publicamente, de um balanço consolidado de leitos e ocupação. 

Promoção e regionalização

A AmplaNorte vem divulgando o roteiro “Encantos do Planalto Norte”, com passagem por estações ferroviárias, ervateiras e circuitos gastronômicos; uma estratégia que beneficia visitas combinadas entre as cidades e amplia o tempo de permanência do turista na região. Para Canoinhas, essa narrativa regional valoriza a rota da erva-mate e a cultura local; para Mafra e Porto União, agrega natureza, história ferroviária e cachoeiras. 

Retorno financeiro: o que dizem os dados (e o que ainda falta)

Em nível estadual, o Observatório do Turismo de SC compila negócios e empregos do setor e indica a relevância crescente da atividade na economia catarinense. No entanto, dados de receita turística municipal (gasto do visitante, taxa de ocupação, ticket médio) ainda não aparecem consolidados de forma pública e comparável para Canoinhas, Mafra e Porto União; o que limita mensurar, com precisão, o impacto direto em cada cidade. Avançar em indicadores locais (ocupação hoteleira, fluxo em eventos, arrecadação de ISS de hospedagem e alimentação) é chave para planejar investimentos e comprovar retorno. 

Onde cada cidade pode ganhar mais

Canoinhas: tem narrativa forte (erva-mate, gastronomia e interior rural). Ganho rápido viria da padronização dos dados (leitos/ocupação, calendário anual com metas de fluxo) e de produtos turísticos “prontos para venda” (visitas guiadas às ervateiras, combo museus + gastronomia). 

Mafra: já dispõe de estudo técnico de turismo; pode atualizá-lo, ampliar inventário e trabalhar o CENPÁLEO como âncora educativa, integrando mais experiências rurais e histórico religiosos. 

Porto União: com lei do Plano Municipal de Turismo aprovada, o próximo passo é transformar o plano em projetos com metas (sinalização turística completa, trilhas e mirantes certificados, requalificação de orlas e centros históricos) e integrar mais fortemente as “cidades-gêmeas” com União da Vitória (PR) para criar produtos binacionais. 

Recomendações práticas (baixo custo, alto impacto)

- Dados em aberto: publicar, mensalmente, no portal local, leitos disponíveis, taxa de ocupação e eventos, base para mostrar retorno ao comércio e serviços. 

- Cadastur e Mapa do Turismo: reforçar adesão e atualização de prestadores; isso facilita convênios e qualifica a oferta formal. 

- Sinalização e acessibilidade: rotas bem sinalizadas (urbano/rural), informações de acesso, tempo de visita e infraestrutura inclusiva nos portais e nos atrativos. 

- Produtos integrados: pacotes de fim de semana combinando Canoinhas + Mafra + Porto União (história ferroviária, natureza, gastronomia) para aumentar pernoites e gasto médio. 

Nossa conclusão

As três cidades já têm sites ativos, atrativos bem definidos e algum planejamento em andamento. O próximo passo é transformar tudo isso em uma forma de medir os resultados e criar produtos turísticos que unam a região. Assim, o turismo pode fortalecer o comércio, os serviços e os eventos, trazendo um retorno mais visível e constante para a população.

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