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SAÚDE BUCAL

O famoso siso precisa mesmo ser arrancado? Dentista explica

Especialista explica por que ausência de dor não deve ser o único critério para decidir o que fazer com os sisos

Publicado em 25/08/2026 às 14:39
Atualizado em

Os dentes do siso costumam aparecer no final da adolescência ou no início da vida adulta e, para muitas pessoas, só viram motivo de preocupação quando começam a doer. Mas esperar o surgimento da dor para procurar um dentista pode não ser a melhor decisão.

Segundo a cirurgiã-dentista Dra. Michelli Lima, nem todo siso precisa ser removido. O mais importante é avaliar como esse dente está posicionado e se ele oferece algum risco à saúde bucal.

“Uma pergunta muito comum no consultório é: ‘Se meu siso não dói, preciso tirar?’. E a resposta é que depende. Nem todo siso precisa ser removido, mas todos merecem ser avaliados”, explica a profissional.

Quando não há espaço suficiente na arcada, o siso pode permanecer incluso, nascer apenas parcialmente ou aparecer em uma posição inadequada. O problema é que algumas dessas situações podem permanecer por bastante tempo sem causar sintomas.

Por que o siso pode causar problemas?

Por estar localizado no fundo da boca, o siso costuma ser mais difícil de higienizar. Isso pode favorecer o acúmulo de restos de alimentos e bactérias, aumentando o risco de cáries, mau hálito, inflamações na gengiva e infecções.

Quando apenas uma parte do dente consegue nascer, também pode ocorrer uma inflamação na gengiva ao redor do siso, conhecida como pericoronarite. Nesses casos, podem surgir dor, inchaço e dificuldade para mastigar ou até mesmo abrir a boca.

Dependendo da posição do siso, a dificuldade de limpeza também pode afetar o segundo molar, que é o dente localizado imediatamente à frente dele.

“Mas o meu nunca doeu”

Para a Dra. Michelli, esse é justamente um dos pontos que merecem atenção.

“A ausência de dor não significa necessariamente que esteja tudo bem. Algumas alterações podem evoluir silenciosamente. Por isso, não devemos decidir apenas pela presença ou ausência de dor”, afirma.

A avaliação deve considerar o exame clínico e, quando necessário, exames de imagem.

Radiografia ajuda a enxergar o que não aparece

A radiografia permite ao cirurgião-dentista observar aspectos que não são visíveis apenas olhando dentro da boca.

Ela ajuda a identificar a posição do siso, o formato das raízes, a relação com o dente vizinho e a proximidade com estruturas anatômicas importantes.

Com essas informações, o profissional consegue avaliar se é necessário apenas acompanhar o dente ou se existe indicação de extração, além de planejar o procedimento com maior segurança.

Todo siso precisa ser retirado?

Não.

Existem casos em que os sisos estão bem posicionados, saudáveis, participam normalmente da mastigação e permitem uma boa higienização. Nessas situações, o acompanhamento periódico pode ser suficiente.

Por outro lado, quando existe indicação para a retirada, esperar uma crise de dor ou uma inflamação para procurar atendimento pode transformar uma situação que poderia ser planejada em uma urgência.

“Prevenção também significa descobrir um problema antes que ele vire uma urgência. Se o siso inflama com frequência, é difícil de limpar, provoca desconforto ou simplesmente nunca foi avaliado, vale conversar com o cirurgião-dentista”, orienta a Dra. Michelli.

A Dra. Michelli Lima é cirurgiã-dentista, CRO-SC 23190, e atende em Canoinhas, realizando avaliações e tratamentos odontológicos de acordo com as necessidades de cada paciente. Para informações sobre atendimento, tratamentos ou agendamentos, o contato pode ser feito pelo WhatsApp (47)9.9242-3604

Fonte: Dra. Michelli de Miranda Lima

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