A primeira rodada de negociações do preço do tabaco para a safra 2025/2026 foi encerrada sem acordo entre produtores e empresas fumageiras. As reuniões ocorreram nos dias 19 e 20 de janeiro, na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil, em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul.
A comissão representativa dos produtores, formada pela Afubra e pelas federações da agricultura e dos trabalhadores rurais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, recebeu individualmente seis empresas fumageiras durante os encontros. Apesar do diálogo, nenhuma das propostas apresentadas foi considerada suficiente para avançar na construção de tabelas mínimas de preços.
Outras empresas do setor também foram convidadas para participar das negociações, mas não compareceram nesta primeira rodada, alegando não possuir propostas para apresentar no momento.
Segundo a comissão, mesmo com o custo de produção sendo apurado de forma conjunta entre as entidades e as próprias empresas, os reajustes sugeridos ficaram abaixo do índice de variação do custo de produção, apontado como referência mínima para a recomposição dos preços. Uma das empresas, inclusive, não apresentou proposta de reajuste.
As entidades avaliam que a ausência de um reajuste que cubra os custos da atividade compromete a rentabilidade do produtor e gera reflexos em toda a cadeia produtiva do tabaco.
Ao final da rodada, a comissão informou que permanece aberta ao diálogo e que novas datas de negociação devem ser agendadas, na expectativa de que as empresas apresentem propostas mais consistentes nas próximas reuniões.