OPERAÇÃO MERCÚRIO
Operação Mercúrio mira braço financeiro de facção em SC
Segundo o MPSC, valores eram enviados a São Paulo e fracionados em operações financeiras
Publicado em 01/07/2026 às 11:13
O Ministério Público de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a Operação Mercúrio, com foco no braço financeiro de uma facção criminosa com atuação no Oeste catarinense.
A ação é conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Concórdia, com apoio do GAECO e do Grupo Estadual de Enfrentamento a Facções Criminosas.
Segundo o MPSC, a investigação apura a movimentação e a ocultação de valores obtidos com atividades criminosas em Santa Catarina, principalmente o tráfico de drogas.
A operação cumpre três mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão, todos na zona leste da capital paulista. Também foi determinado o bloqueio de ativos financeiros dos investigados, incluindo criptomoedas.
Conforme o Ministério Público, as ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual das Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
A investigação aponta que valores movimentados pela facção no Oeste de Santa Catarina teriam sido enviados a pessoas residentes em São Paulo. Lá, segundo o MPSC, o dinheiro era fracionado em múltiplas operações financeiras para tentar ocultar sua origem.
A Operação Mercúrio é resultado do compartilhamento de informações obtidas em operações anteriores do GAECO contra a mesma facção.
A ação foi coordenada pelo GAECO do Ministério Público de Santa Catarina, com apoio técnico do GAECO do Ministério Público de São Paulo e suporte operacional das polícias Civil e Militar paulistas.
De acordo com o MPSC, o nome da operação faz referência ao mercúrio, metal conhecido pela fluidez, mobilidade e capacidade de se fragmentar em pequenas partículas. A comparação foi usada para representar a forma como os valores ilícitos eram divididos, movimentados e posteriormente reunidos para tentar dar aparência de legalidade aos recursos.
Os materiais apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina, responsável pelos exames periciais.
Após a elaboração dos laudos, as evidências serão analisadas pelo GAECO para continuidade das investigações conduzidas pela 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Concórdia.
A investigação tramita em sigilo. Novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
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