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POLÍCIA CIVIL

Polícia Civil faz a maior apreensão de criptoativos da história da PCSC

Investigação apura desvio de cerca de R$ 9 milhões de uma empresa catarinense ao longo de vários anos

Publicado em 19/06/2026 às 15:16

Foto: Divulgação/PCSC

A Polícia Civil de Santa Catarina realizou a maior apreensão de criptomoedas autocustodiadas da história da corporação.

A operação foi cumprida nesta quarta-feira (17), pela Delegacia de Combate a Estelionatos da Capital, contra um casal investigado pelo desvio de aproximadamente R$ 9 milhões de uma empresa catarinense.

Durante a ação, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão e medidas patrimoniais em Florianópolis.

Com apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, foram localizadas e apreendidas diversas criptomoedas autocustodiadas vinculadas aos investigados.

Segundo a Polícia Civil, a apreensão dos ativos digitais soma aproximadamente 72 mil dólares, sendo considerada a maior do tipo já realizada pela corporação em Santa Catarina.

A identificação, o rastreamento e a localização dos criptoativos contaram com suporte da Chainalysis, por meio das plataformas Reactor e Wallet Scan.

A investigação teve início há cerca de três meses e apura o desvio sistemático de recursos que teria sido praticado por um dos sócios da empresa vítima.

Até o momento, foi identificado que aproximadamente R$ 9 milhões foram transferidos para uma empresa vinculada à esposa do investigado.

As apurações indicam que os desvios ocorreram ao longo de vários anos.

Conforme os elementos reunidos até agora, os valores eram inicialmente direcionados para a empresa registrada em nome da esposa e, depois, transferidos para contas ligadas ao próprio investigado.

Para a Polícia Civil, a dinâmica buscava ocultar a origem dos recursos.

Além da apreensão dos ativos digitais, a Justiça determinou o bloqueio de valores em contas bancárias dos investigados e da empresa apontada no esquema, até o limite de R$ 9 milhões.

Também foram decretados a indisponibilidade de imóveis e o sequestro de bens de luxo, incluindo joias, relógios e artigos de grife.

A Justiça ainda impôs medidas cautelares diversas da prisão, como a retenção dos passaportes dos investigados e o afastamento cautelar do sócio da administração da empresa.

Segundo a Polícia Civil, a apreensão de criptomoedas autocustodiadas demonstra a evolução das técnicas investigativas voltadas ao rastreamento e à recuperação de ativos digitais.

Esses recursos têm sido cada vez mais utilizados em esquemas de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado e lavagem de dinheiro.

Fonte: Secom - Sc

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