INVESTIGAÇÃO
Polícia Civil cumpre mandado na casa de vereador de Três Barras em apuração eleitoral
Investigação envolve conversa gravada com então candidato a deputado federal e menção a uma proposta de R$ 10 mil
Publicado em 20/10/2026 às 10:01
A Polícia Civil cumpriu, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (20), um mandado de busca e apreensão na residência do vereador de Três Barras Fabiano Mendes (Podemos), conhecido como Bano.
A diligência ocorreu por volta das 6h e está relacionada a uma investigação envolvendo uma conversa telefônica registrada durante o período eleitoral. Conforme as informações obtidas sobre o caso, o procedimento tramita no âmbito da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Canoinhas.
A apuração envolve um diálogo entre Fabiano Mendes e Hamilton Mendes de Oliveira, conhecido como Índio, que concorreu a deputado federal pelo Avante nas eleições de 2026.
Na gravação divulgada anteriormente, Fabiano menciona o valor de R$ 10 mil durante uma conversa que também trata da possibilidade de Índio deixar a disputa eleitoral e apoiar Elói Quege (MDB), então candidato a deputado federal.
A existência da conversa e a referência ao valor já haviam sido divulgadas em setembro. À época, Índio afirmou que havia gravado o telefonema por acreditar que receberia uma proposta para apoiar outra candidatura. JMais
O significado da proposta, no entanto, é contestado por Fabiano Mendes.
Vereador apresenta outra versão
Após a divulgação da gravação, Fabiano afirmou publicamente que os R$ 10 mil não seriam destinados a convencer Índio a abandonar a candidatura.
Segundo o vereador, o dinheiro estaria relacionado à contratação de serviços profissionais de comunicação, publicidade e produção audiovisual para sua campanha. Fabiano também declarou que a conversa teria ocorrido após contatos anteriores envolvendo uma possível prestação de serviços. Essa versão foi apresentada pelo parlamentar publicamente após a repercussão do caso. JMais
O vereador também questionou as circunstâncias da gravação e afirmou acreditar que o telefonema teria sido planejado para ser registrado.
Elói Quege nega autorização
Elói Quege, citado na conversa, também negou ter autorizado qualquer proposta financeira para que Índio desistisse da candidatura.
Segundo a versão apresentada por Quege após a divulgação do episódio, houve contato com Hamilton Oliveira, mas o objetivo seria marcar uma conversa sobre eventual apoio político, sem negociação financeira para retirada da disputa.
Quege afirmou ainda que Fabiano Mendes apoiava sua candidatura, mas não tinha autorização para fazer propostas financeiras em seu nome. A divergência entre as versões apresentadas pelos envolvidos passou a integrar a controvérsia em torno da gravação. JMais
O cumprimento do mandado desta terça-feira representa uma etapa da investigação e, por si só, não significa responsabilização criminal do vereador. A apuração deverá buscar elementos que permitam esclarecer o contexto da conversa e a finalidade da proposta mencionada no diálogo.
Fonte: Gazeta Tresbarrense
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