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JUSTIÇA

Mulher de 37 anos se passa por adolescente e acaba condenada em Joinville

Segundo o MPSC ré criou uma identidade fictícia e recebeu moradia alimentação transporte e até medicamentos

Publicado em 20/08/2026 às 17:57

Foto: Divulgação

Uma mulher de 37 anos que se passava por uma adolescente de 12 anos e enganou um casal em Joinville foi condenada por estelionato e falsa identidade. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a personagem criada pela acusada foi mantida por mais de um ano e utilizada para obter diferentes vantagens materiais.

A sentença da 1ª Vara Criminal de Joinville estabeleceu pena de um ano, 10 meses e 28 dias de prisão, em regime inicial semiaberto. A Justiça também negou à ré o direito de recorrer em liberdade.

A audiência de instrução e julgamento ocorreu na quarta-feira (19), quando foram ouvidas as vítimas, testemunhas e a própria acusada. Nas alegações finais, o MPSC pediu a condenação pelos crimes de estelionato e falsa identidade e a manutenção da prisão preventiva.

Segundo o promotor de Justiça Ricardo Paladino, as provas demonstraram a prática dos crimes descritos na denúncia e a capacidade da acusada de compreender o caráter ilícito das próprias condutas.

Personagem teria sido mantida por mais de um ano

De acordo com a denúncia apresentada pela 9ª Promotoria de Justiça, a mulher criou uma identidade fictícia e simulou situações de vulnerabilidade entre fevereiro de 2025 e junho de 2026.

A acusada dizia se chamar “Gabriele Ferreira dos Santos” e afirmava ser uma adolescente de 12 anos. A história fez com que ela fosse acolhida pelo casal, que passou a custear suas despesas.

Conforme o MPSC, as vítimas forneceram moradia, alimentação e transporte, além de custearem comemoração de aniversário e medicamentos de alto custo para emagrecimento.

Para convencer o casal, a mulher teria relatado situações graves de vulnerabilidade, incluindo supostos maus-tratos praticados por familiares e exploração.

Fala infantilizada ajudava a sustentar a história

A denúncia aponta ainda que a mulher adotava comportamentos para tornar a identidade fictícia mais convincente.

Entre as estratégias descritas pelo Ministério Público estavam fala infantilizada, utilização de objetos associados à infância e simulação de crises emocionais.

A Justiça acolheu o pedido apresentado pelo MPSC e condenou a mulher pelos crimes de estelionato e falsa identidade, mantendo sua prisão enquanto o processo segue para as etapas cabíveis.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

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