A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina divulgou um folder técnico com orientações sobre o uso de armadilhas Moericke para o controle de tripes no cultivo semi-hidropônico de morangueiro.
Os tripes são insetos de grande importância na cultura do morango, com destaque para a espécie Frankliniella occidentalis, a mais frequente na região Sul do Brasil. Ninfas e adultos causam danos ao se alimentarem das flores, provocando manchas nos estames e no receptáculo floral, além de murcha prematura. Nos frutos, o ataque pode resultar no bronzeamento da superfície, comprometendo a qualidade comercial, a produtividade e a conservação após a colheita.
Segundo a Epagri, o uso de armadilhas atrativas é uma alternativa prática, eficiente e de baixo custo para o manejo da praga, especialmente por explorar o estímulo visual dos insetos. Para a captura de tripes, são recomendadas armadilhas adesivas ou do tipo Moericke na cor azul.
Estudos conduzidos na Estação Experimental da Epagri em Caçador avaliaram diferentes tonalidades de azul e comprovaram que a cor azul clara apresentou maior eficiência na captura dos insetos. As pesquisas compararam armadilhas azul clara, azul intermediária e azul escura, confirmando que a escolha correta da tonalidade é determinante para o sucesso do controle.

O material técnico detalha as orientações de uso das armadilhas e reforça que a técnica pode ser aplicada em sistemas orgânicos, convencionais e integrados, contribuindo para a redução do uso de produtos químicos e para a melhoria da qualidade da produção de morangos.
