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FESTAS JUNINAS

Bombeiros alertam para riscos com fogueiras nas festas juninas em SC

Corpo de Bombeiros registrou aumento nas ocorrências e reforça cuidados para evitar queimaduras e acidentes durante os festejos

Publicado em 05/06/2026 às 13:56

Imagem ilustrativa ( Gerada por IA)

As festas juninas se aproximam e o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) acendeu um alerta para os riscos envolvendo fogueiras. Nos últimos dois anos, as ocorrências desse tipo cresceram 61% no estado.

Segundo a corporação, foram 31 atendimentos envolvendo fogueiras em 2023. Em 2024, o número subiu para 33 e, em 2025, chegou a 50 registros. Os dados consideram todo o ano, mas a preocupação aumenta entre junho e julho, período em que fogueiras se tornam mais comuns em quintais, sítios e festas comunitárias.

No Brasil, uma pessoa sofre queimadura a cada 32 segundos, conforme dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras. São cerca de 1 milhão de casos por ano. Desses, 52 mil exigem internação hospitalar e aproximadamente 3 mil brasileiros morrem anualmente em decorrência das lesões.

De acordo com o comandante-geral do CBMSC, coronel Fabiano de Souza, os fogos de artifício costumam ganhar mais atenção quando o assunto são acidentes juninos, mas as fogueiras também representam risco frequente.

Ele destaca que acidentes com fogueiras podem provocar queimaduras de segundo grau em mãos, punhos, braços, tronco, rosto e olhos. Muitos casos ocorrem durante o acendimento, especialmente quando são usados materiais inflamáveis, como papel, madeira seca ou álcool.

Uma das principais orientações dos bombeiros é observar a altura da fogueira. Pela Instrução Normativa 24 do CBMSC, ela deve ficar afastada, no mínimo, uma vez e meia a própria altura de edificações, vias públicas, fiação elétrica, rede telefônica e qualquer material combustível.

Na prática, uma fogueira de dois metros precisa de pelo menos três metros de área livre ao redor. Já uma fogueira de quatro metros exige seis metros de afastamento. Mesmo uma fogueira menor, de um metro e meio, precisa de mais de dois metros de distância segura.

O CBMSC também chama atenção para uma orientação pouco conhecida: a fogueira deve ser acesa pelo topo, e não pela base. Quando o fogo começa por baixo, a pilha de madeira pode desabar rapidamente, espalhando brasas e dificultando o controle das chamas.

Outra recomendação é nunca jogar bombinhas ou rojões na fogueira. A explosão dentro do fogo pode lançar brasas em várias direções e atingir pessoas, telhados ou vegetação próxima.

Antes de empilhar a madeira, os bombeiros orientam espalhar uma camada de areia no local onde a fogueira será montada. A areia ajuda a impedir que o calor atinja raízes ou folhagens subterrâneas, reduzindo o risco de o fogo voltar horas depois.

Mesmo após a festa, o cuidado deve continuar. Brasa apagada não significa brasa fria. A orientação é jogar bastante água sobre toda a madeira queimada, mexer as cinzas com pá ou enxada e repetir o processo até não haver mais fumaça, calor ou estalos.

Cuidados para evitar acidentes

Manter distância mínima equivalente a uma vez e meia a altura da fogueira em relação a vegetação, construções e redes elétricas;

Colocar areia entre o solo e a madeira antes de acender;

Nunca utilizar álcool, gasolina, querosene ou qualquer inflamável líquido;

Manter balde de água ou areia por perto;

Evitar fogueira em dias de vento forte;

Não usar roupas largas, com mangas soltas ou tecidos sintéticos perto do fogo;

Manter crianças e animais afastados, sempre sob supervisão;

Não acender fogueira após consumo de álcool.

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