Santa Catarina registrou, em maio de 2026, o menor número de homicídios para o mês em 18 anos. Foram contabilizados 22 casos, a menor marca desde o início da série histórica, em 2008.
O resultado representa queda de 42,1% em relação a maio de 2025, quando o Estado registrou 38 homicídios. Em maio de 2024, haviam sido 39 ocorrências.
A comparação com o período mais crítico da série histórica mostra uma redução ainda mais expressiva. Em maio de 2017, Santa Catarina contabilizou 90 homicídios. Em relação a 2026, a queda chega a 75,6%.
Ao comentar os números, o governador Jorginho Mello destacou que o resultado ocorre em um cenário de crescimento populacional. Segundo ele, Santa Catarina passou de cerca de 6 milhões de habitantes, em 2008, para mais de 8 milhões atualmente.
“Mesmo com um número maior de pessoas vivendo, trabalhando e circulando em Santa Catarina, conseguimos preservar a tendência de redução das mortes violentas. Isso é resultado do comprometimento permanente das nossas forças de segurança e dos investimentos realizados pelo Estado”, afirmou o governador.
Para o secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Flávio Graff, o desempenho reflete planejamento, integração entre as instituições e aprimoramento das ações de prevenção e enfrentamento à criminalidade.
Segundo ele, o indicador demonstra o fortalecimento das políticas públicas de segurança e a busca permanente pela preservação da vida.
“Com mais este resultado excepcional, Santa Catarina poderá encerrar o primeiro semestre de 2026 com números inéditos na redução da violência letal”, afirmou o secretário.
Destaque nacional
Os números estaduais também aparecem em levantamentos nacionais recentes. Conforme o Atlas da Violência 2026, Santa Catarina segue na liderança entre os estados com menores índices de homicídios do país.
O Estado ocupa a primeira posição no ranking nacional, com taxa de 8,8 homicídios estimados por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem o Distrito Federal, com 10,8, e São Paulo, com 12,8. A média nacional foi de 23,4 homicídios por 100 mil habitantes.
O estudo é produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A base considera dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, referentes ao ano de 2024.
A metodologia também incorpora os chamados homicídios ocultos, que são mortes violentas classificadas inicialmente como de causa indeterminada. Com isso, o estudo utiliza o indicador de homicídios estimados.
Entre as capitais, Florianópolis também manteve destaque nacional, com taxa de 9,7 homicídios estimados por 100 mil habitantes. Brasília aparece em segundo lugar, com 10,9, seguida por Curitiba, com 13,2.
O desempenho catarinense também aparece entre municípios de grande porte. Jaraguá do Sul ocupa a primeira colocação nacional entre cidades com mais de 100 mil habitantes, com taxa de 2,0 homicídios estimados por 100 mil habitantes.
Brusque aparece logo em seguida, com índice de 2,6. Tubarão, na 11ª posição, e Blumenau, na 14ª, também figuram entre os municípios mais bem colocados do país.
Os dados reforçam um cenário de queda da violência letal em Santa Catarina, em meio ao crescimento populacional e econômico do Estado.