De acordo com levantamento do Programa Monitora Milho SC, realizado entre os dias 19 e 26 de janeiro, houve uma redução superior a 40% no número de cigarrinhas-do-milho nas lavouras de Santa Catarina em comparação com a semana anterior. A média estadual caiu para 55 insetos por armadilha, reflexo do manejo inicial adotado pelos produtores nas novas áreas de cultivo.
Apesar da queda no número de insetos, a pesquisadora da Epagri/Cepaf, Maria Cristina Canale, responsável pelo programa, alerta que a infectividade das cigarrinhas segue elevada em todas as regiões do estado. Amostras coletadas identificaram a presença de patógenos associados aos enfezamentos e às viroses do milho, o que mantém o risco às lavouras.
Segundo a pesquisadora, o manejo químico deve ser realizado ainda na fase vegetativa, especialmente quando as plantas apresentam de quatro a cinco folhas. A medida contribui para reduzir a população de insetos e minimizar os danos à produção.
Outras orientações incluem a regulagem adequada do maquinário e cuidados no transporte para evitar a perda de grãos, que podem originar o chamado milho voluntário, servindo de abrigo e alimento para as cigarrinhas. A Epagri também recomenda que novos plantios não sejam realizados próximos a lavouras em fase final, já que os insetos tendem a migrar para áreas com plantas mais jovens.
O Programa Monitora Milho SC acompanha semanalmente 55 lavouras distribuídas em todo o estado, permitindo que produtores acompanhem a evolução da população de cigarrinhas e o nível de infecção. Criado em 2021, o programa reúne diversas instituições e se tornou referência nacional no monitoramento e manejo integrado da praga, sendo reconhecido em eventos científicos no Brasil e no exterior.