DNA DO CRIME
Desdobramento da Mensageiro gera nova denúncia em Santa Catarina
Caso é desdobramento da Operação Mensageiro e envolve suspeitas de fraude à licitação e lavagem de dinheiro
Publicado em 25/06/2026 às 08:53
O Ministério Público de Santa Catarina denunciou empresários, agentes públicos e uma advogada no âmbito da Operação DNA do Crime, deflagrada em 2 de junho de 2026.
A operação é um desdobramento da Operação Mensageiro, que apura crimes envolvendo corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro em contratos públicos.
A denúncia foi oferecida pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPSC.
Após o oferecimento da denúncia, a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por decisão da relatora, determinou a notificação dos denunciados para apresentação de defesa.
Segundo o Ministério Público, foram denunciados empresários ligados ao ramo de coleta e transporte de lixo, pessoas próximas a eles, incluindo funcionários e familiares, além de agentes públicos vinculados à Prefeitura de Rio do Sul.
Conforme a denúncia, os envolvidos teriam promovido e integrado uma organização criminosa voltada à prática de fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
Os empresários citados na investigação já figuram como réus em outras três ações penais ajuizadas pelo Ministério Público.
A apuração também envolve uma advogada que, segundo o MPSC, teve acesso legal a informações sigilosas da operação por atuar junto à Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil.
De acordo com o Ministério Público, a advogada teria vazado dados sigilosos a uma das investigadas, que então teria tentado se esquivar da ação das autoridades.
Por essa conduta, a advogada foi presa em flagrante no dia da deflagração da Operação DNA do Crime e posteriormente denunciada pelo crime de impedir e embaraçar investigação envolvendo organização criminosa.
A Operação DNA do Crime é considerada um desdobramento, por conexão, da sexta fase da Operação Mensageiro.
Essa etapa apura suspeitas de lavagem de dinheiro praticada por um grupo de empresários que, segundo o MPSC, possui condenações e ações penais em andamento por crimes de corrupção e fraude licitatória.
O nome da operação foi escolhido porque, conforme a investigação, o grupo criminoso seria composto essencialmente por integrantes de uma mesma família.
Segundo o Ministério Público, a estrutura envolveria irmãs, filhos, cunhados e noras da líder do grupo, apontada como responsável por planejar e articular a operação de lavagem de capitais.
Os denunciados ainda serão ouvidos no curso do processo, conforme os procedimentos legais previstos.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
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