GAIOLA DIGITAL
GAECO e GEAC realizam operação contra corrupção com ação em Canoinhas
A investigação aponta que movimentações financeiras realizadas entre 2022 e 2026 podem ter sido utilizadas para ocultar recursos de origem ilícita
Publicado em 09/07/2026 às 07:29
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), ambos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagraram na manhã desta quinta-feira (9) a Operação Gaiola Digital, que investiga uma suposta organização criminosa suspeita de fraudar licitações, praticar corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a Administração Pública.
Canoinhas está entre os municípios onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Ao todo, a Justiça autorizou 17 mandados, executados em residências e em uma empresa nos municípios de Blumenau, Rio do Sul, Lages, Penha, Balneário Camboriú, Canoinhas e Irani. Blumenau é apontada como sede da empresa investigada.
De acordo com o Ministério Público, a investigação teve início a partir de informações obtidas em acordos de colaboração premiada firmados no âmbito da Operação Et Pater Filium. As informações foram posteriormente confirmadas por provas reunidas durante as apurações.
Segundo o MPSC, o grupo investigado teria estruturado um esquema para direcionar licitações destinadas à contratação de sistemas de gestão pública em diversos municípios catarinenses. Conforme a investigação, o suposto método incluía aproximação prévia de agentes públicos, elaboração ou influência sobre editais, inserção de cláusulas que restringiam a concorrência e critérios técnicos moldados para favorecer uma empresa previamente escolhida, além do pagamento de vantagens indevidas para obtenção, manutenção e renovação de contratos públicos.
As investigações também apontam indícios de lavagem de dinheiro, com movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade empresarial regular. Segundo o Ministério Público, entre 2022 e 2026 foram identificadas centenas de operações bancárias que somam milhões de reais, incluindo saques fracionados que teriam servido para abastecer um caixa clandestino destinado ao pagamento de propinas.
Nesta fase da operação, o objetivo das buscas é recolher documentos, equipamentos eletrônicos, registros digitais e outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações. O procedimento tramita sob sigilo e, conforme o MPSC, novas informações serão divulgadas quando houver autorização judicial.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
Notícias relacionadas
Comunidade poderá conhecer projetos previstos para Canoinhas
14/07/2026 às 12:48
Projeto em Canoinhas garante R$ 72,5 milhões do BNDES para inovação na suinocultura
14/07/2026 às 09:36
Dois acidentes são registrados no mesmo dia em Canoinhas
14/07/2026 às 08:32
Fesmate 2026: talvez a decisão mais responsável seja não realizar a festa
13/07/2026 às 12:33
Motorista foge após atingir veículo estacionado em Canoinhas
13/07/2026 às 08:17
Canoinhas tem nova milionária após sorteio da Trimania deste domingo
12/07/2026 às 13:12