TRIBUNAL DO JÚRI
Júri em Canoinhas julgará dois acusados de homicídio e ocultação de cadáver
Caso ocorreu em abril de 2025, em Três Barras; Ministério Público sustenta que houve tentativa de eliminar provas
Publicado em 23/10/2026 às 16:13
Um homem e uma mulher acusados de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual serão julgados na quinta-feira (29), a partir das 9h, pelo Tribunal do Júri da Comarca de Canoinhas. O caso envolve a morte de um homem na noite de 13 de abril de 2025, na residência dele, em Três Barras.
Segundo a denúncia da 4ª Promotoria de Justiça de Canoinhas, os dois réus teriam agido em conjunto. A vítima foi atingida por golpes de arma branca no tórax e faleceu em decorrência das lesões.
A possível motivação apresentada na denúncia se baseia em relatos de testemunhas. Conforme a acusação, a mulher teria se irritado ao saber que a vítima queria se relacionar com uma adolescente, e não com ela.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) sustenta que, após o homicídio, os acusados transportaram o corpo no veículo da própria vítima e o abandonaram em uma área de mata em Canoinhas. Ainda conforme a denúncia, o automóvel foi incendiado posteriormente para eliminar vestígios.
A acusação também aponta que os réus teriam limpado a residência onde ocorreu o crime, com o objetivo de dificultar a produção de provas.
Durante as investigações, foram identificadas mensagens entre os envolvidos que, segundo o relatório policial citado pelo MPSC, demonstravam preocupação com o avanço das apurações. As conversas mencionavam o receio de que testemunhas relatassem ter visto os investigados com a vítima.
O relatório também apontou tentativas de alinhar versões e preocupação com a possibilidade de os envolvidos serem identificados como as últimas pessoas a manter contato com o homem.
Na sessão, o Ministério Público será representado pelo promotor de Justiça Marcus Vinicius dos Santos, titular da 4ª Promotoria de Justiça de Canoinhas. Ele sustentará a acusação de homicídio qualificado por meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e fraude processual.
As acusações serão submetidas à análise dos jurados durante o julgamento.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
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