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SUPERAÇÃO

Moradora de Itaiópolis emociona o Brasil após vencer 73 cânceres

Hilária Mireski convive com uma síndrome genética rara e transformou sua história de luta em um exemplo de coragem e esperança

Publicado em 30/07/2026 às 11:26

Foto: Divulgação

A força de uma moradora de Itaiópolis, no Planalto Norte de Santa Catarina, ultrapassou as fronteiras do estado e passou a emocionar pessoas de todo o Brasil.

Aos 60 anos, Hilária Mireski carrega uma trajetória marcada por desafios que poucos conseguem imaginar. Portadora da rara síndrome de Gorlin-Goltz, ela já enfrentou 73 cânceres de pele e passou por 93 biópsias ao longo dos últimos 27 anos.

Mesmo diante das inúmeras cirurgias e das sequelas deixadas pela doença, ela continua demonstrando coragem para seguir em frente e compartilhar sua história.

Relato emocionou milhões de pessoas

A história ganhou repercussão nacional após uma entrevista concedida ao influenciador Willian Braz, conhecido nas redes sociais como "Willian da Bondade".

Durante o encontro, Hilária revelou que, além da luta contra a doença, também enfrenta o preconceito.

Segundo ela, ao longo dos anos já foi chamada de "monstro", "ET" e "caveira", palavras que deixaram marcas emocionais tão profundas quanto as provocadas pelo tratamento.

Diagnóstico mudou completamente sua vida

Hilária descobriu a síndrome de Gorlin-Goltz em 1998, depois que manchas começaram a surgir pelo corpo.

A condição genética rara aumenta significativamente o risco de desenvolvimento de diversos tumores ao longo da vida, exigindo acompanhamento médico permanente.

Desde então, sua rotina passou a ser marcada por consultas, cirurgias e procedimentos constantes.

Em 2019, o avanço da doença levou à retirada de um dos olhos e de parte do nariz, mudanças que também afetaram sua saúde emocional, fazendo com que desenvolvesse ansiedade e síndrome do pânico.

Trabalho e esperança caminham juntos

Mesmo aposentada e recebendo apenas um salário mínimo, Hilária continua realizando serviços na área da construção civil para complementar a renda.

Ela também utiliza as redes sociais para conscientizar a população sobre a síndrome de Gorlin-Goltz e buscar apoio para custear parte do tratamento, já que alguns medicamentos dependem de decisões judiciais e podem custar milhares de reais por mês.

Corrente de solidariedade

Sensibilizado com a história, o influenciador Willian Braz criou uma campanha de arrecadação para ajudar Hilária.

Em apenas 11 dias, a iniciativa mobilizou mais de 11,8 mil pessoas e ultrapassou R$ 570 mil em doações, demonstrando que sua história de perseverança despertou uma grande corrente de solidariedade em todo o país.

Quem desejar contribuir ou acompanhar a trajetória de Hilária pode acessar seu perfil no Instagram, @hilariamireski, onde está disponível o link da campanha de arrecadação.

Mais do que números e procedimentos médicos, a história da moradora de Itaiópolis se tornou um símbolo de resiliência, mostrando que a esperança pode permanecer viva mesmo diante dos maiores desafios.

Fonte: William Fritske

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