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HISTÓRIA INUSITADA

Caminhoneiro é confundido com criança e parado pela PM em SC

Gabriel Allan Rodrigues tem 20 anos e CNH, mas conta que sua aparência já causou confusão até em banco

Publicado em 27/08/2026 às 10:22
Atualizado em

Foto: Divulgação

Um caminhoneiro de 20 anos, natural de Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina, vive uma situação incomum: por aparentar ser muito mais novo, ele precisa frequentemente provar que já é adulto, inclusive durante o trabalho.

Gabriel Allan Rodrigues foi parado pela Polícia Militar na última quinta-feira (20), em Jaraguá do Sul, onde mora atualmente. Os policiais suspeitaram que uma criança estivesse dirigindo o caminhão. Após a abordagem, o jovem apresentou sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e comprovou que estava devidamente habilitado. O episódio ganhou repercussão nas redes sociais.

Gabriel tem cerca de 1,60 metro de altura e conta que sua aparência e o tom de voz fazem com que muitas pessoas imaginem que ele tenha entre 13 e 16 anos. Em situações mais extremas, segundo ele, já chegaram a acreditar que tivesse apenas 10.

Confusão também acontece no trabalho

A abordagem policial está longe de ser a primeira situação enfrentada pelo caminhoneiro.

Gabriel trabalha com transporte de cargas e entregas de mercadorias e conta que já chegou a uma empresa para entregar a documentação da carga, mas foi impedido de entrar porque acreditaram que fosse menor de idade.

Funcionários disseram que ele deveria permanecer do lado de fora e esperar pelo motorista. O detalhe é que Gabriel era justamente o motorista do caminhão.

Situações semelhantes, segundo ele, também acontecem nas docas de descarga, onde algumas pessoas acreditam que seja ajudante ou parente de quem está dirigindo.

Até banco já pediu pelos pais

A aparência jovial também provocou confusão fora do trabalho.

Ao tentar abrir uma conta bancária, Gabriel relata que foi tratado inicialmente como uma criança desacompanhada. Segundo o jovem, chegaram a dizer que ele precisaria estar acompanhado do pai ou da mãe para realizar o atendimento.

Depois de passar repetidamente por situações desse tipo, o caminhoneiro adotou um hábito: não sair sem os documentos originais.

Identidade e habilitação permanecem com ele para que consiga comprovar rapidamente a idade e evitar problemas durante viagens, entregas, fiscalizações e outros atendimentos.

Apesar dos constrangimentos, Gabriel afirma levar muitas das situações com bom humor.

Fonte: Com informações G1 SC

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