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ALERTA SANITÁRIO

SC confirma 26 casos de raiva em animais e reforça vacinação

Doença é fatal e pode ser transmitida aos seres humanos; Cidasc orienta produtores a imunizar os rebanhos

Publicado em 22/07/2026 às 16:37

SC soma 26 casos de raiva em animais de produção; vacinação é principal forma de prevenção Foto: Reprodução/ND Mais

Santa Catarina confirmou 26 casos de raiva em animais de produção em 2026. O registro mais recente ocorreu em um bovino no município de Itapiranga, no Oeste do Estado, e levou a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) a reforçar o alerta para que os produtores mantenham a vacinação dos rebanhos em dia.

A raiva é uma doença viral fatal que pode afetar mamíferos, incluindo animais de produção e seres humanos. No meio rural, o principal transmissor entre os herbívoros é o morcego hematófago (Desmodus rotundus), conhecido por se alimentar exclusivamente de sangue.

Segundo a Cidasc, a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção da doença, reduzindo o risco de perdas econômicas e protegendo a saúde pública.

Municípios com casos confirmados

De acordo com a Cidasc, os casos registrados neste ano ocorreram nos seguintes municípios:

Angelina;

Apiúna;

Bocaina do Sul;

Caçador;

Chapecó;

Criciúma;

Gravatal;

Indaial;

Itapiranga;

Major Gercino;

Orleans;

Pescaria Brava;

São Francisco do Sul;

São José do Cedro.

A Região Sul concentra o maior número de ocorrências. O município de Pescaria Brava lidera os registros, com seis casos confirmados, seguido por Chapecó, com quatro, e Orleans, com três.

Como ocorre a transmissão

Diferentemente da maioria das espécies de morcegos, que se alimentam de frutas, néctar ou insetos, o morcego hematófago alimenta-se exclusivamente de sangue.

Durante a noite, ele realiza pequenos ferimentos na pele dos animais para se alimentar. Se estiver infectado pelo vírus da raiva, pode transmitir a doença por meio da saliva durante a mordida.

Além da vacinação, a Cidasc orienta os produtores a observarem os rebanhos com frequência e comunicarem imediatamente qualquer suspeita da doença ao serviço oficial de defesa agropecuária. A identificação precoce dos casos é considerada fundamental para reduzir o risco de disseminação do vírus e proteger tanto os animais quanto a população.

Fonte: ND MAIS

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