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SAÚDE

Anvisa aprova novo medicamento oral para câncer de mama

Câncer de mama é o tipo mais incidente entre mulheres no Brasil, segundo dados do INCA

Publicado em 22/06/2026 às 17:59

Imagem ilustrativa ( Gerada por IA)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento oral para o tratamento de câncer de mama.

O produto, chamado Inluriyo, tem como princípio ativo o tosilato de inlunestranto e é indicado para adultos com câncer de mama localmente avançado, que não pode ser removido por cirurgia, ou que já se espalhou para outras partes do corpo.

A indicação é voltada a pacientes que já foram previamente tratados com terapia endócrina.

O medicamento é destinado a um tipo específico de tumor: positivo para receptor de estrogênio, negativo para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano e com mutação no receptor de estrogênio 1.

Na prática, isso significa que o tratamento não se aplica a todos os casos de câncer de mama, mas a pacientes que apresentam características específicas da doença e que devem ser avaliadas por equipe médica especializada.

O Inluriyo foi desenvolvido pela Eli Lilly do Brasil Ltda. e é indicado como monoterapia oral, ou seja, usado isoladamente dentro da indicação aprovada.

A aprovação representa a chegada de uma nova opção terapêutica para um grupo de pacientes com câncer de mama avançado ou metastático, especialmente em situações em que já houve tratamento anterior com terapia endócrina.

O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente em mulheres no Brasil, desconsiderando os tumores de pele não melanoma.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2023 a 2025 são estimados 73.610 novos casos da doença no país.

A Anvisa informou que o registro do medicamento foi publicado no Diário Oficial da União por meio da Resolução 2.465/2026.

O uso do medicamento depende de prescrição e acompanhamento médico, considerando o perfil da doença, o histórico de tratamento da paciente e os critérios clínicos definidos para cada caso.

Fonte: ANVISA

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