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OPERAÇÃO CATILINA

Operação Catilina tem novo desdobramento com busca e apreensão em Itapoá

Nova diligência busca reunir elementos sobre suposta atuação de organização criminosa e possível influência no cenário político local

Publicado em 24/08/2026 às 18:13

Foto: Divulgação/MPSC

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) cumpriu, na tarde desta segunda-feira (24), um novo mandado de busca e apreensão em Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina. A ação faz parte da Operação Catilina, que investiga a suposta atuação de uma organização criminosa e sua possível influência no cenário político local.

A diligência foi realizada em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital e autorizada pela Vara Estadual de Organizações Criminosas (VEOC). O objetivo é reunir novos elementos para aprofundar a investigação.

A Operação Catilina foi deflagrada em 29 de julho de 2026 e apura a suposta atuação de uma organização criminosa nos municípios de Itapoá e São Francisco do Sul. Entre os pontos investigados está a possível relação de integrantes do grupo com agentes políticos da região.

Investigação aponta possível apoio a candidatos

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os elementos reunidos até o momento apontam indícios de que a organização criminosa buscaria ampliar sua influência territorial por meio do apoio a determinados candidatos.

As investigações indicam ainda que benefícios e auxílios teriam sido distribuídos em comunidades sob influência do grupo com o objetivo de conquistar apoio político.

Em contrapartida, moradores teriam sido constrangidos a demonstrar apoio a candidatos específicos. O MPSC informa que também existem relatos de intimidações, ameaças e outras ações contra pessoas consideradas opositoras.

Outro ponto investigado é a possível existência de relações entre agentes políticos, empreendimentos privados e integrantes da organização criminosa, em uma estrutura que, em tese, estaria direcionada aos interesses do grupo.

Novo mandado buscava também investigado

Além da coleta de novos elementos, a diligência desta segunda-feira buscava alcançar um dos investigados que, segundo as informações apuradas até o momento, estaria adotando medidas para dificultar sua localização pelas autoridades.

Os materiais apreendidos serão analisados e poderão subsidiar novas diligências no decorrer da investigação.

O procedimento tramita sob sigilo judicial. Por se tratar de investigação em andamento, as suspeitas apontadas pelo MPSC ainda dependem da continuidade das apurações e de eventual análise judicial.


Operação Catilina


A investigação é conduzida pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, que possui atuação estadual em casos relacionados a organizações criminosas perante a Vara Estadual de Organizações Criminosas.


O GAECO é uma força-tarefa coordenada pelo MPSC e integrada por instituições como Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

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