SAÚDE DA MULHER
Novo serviço do SUS oferece apoio psicológico online a vítimas de violência
Serviço gratuito pode ser acessado pelo Meu SUS Digital e oferece até dez sessões de acompanhamento psicológico
Publicado em 26/08/2026 às 15:18
Mulheres de qualquer lugar do Brasil que estejam vivendo ou tenham vivido uma situação de violência agora podem solicitar atendimento psicológico gratuito por videochamada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O acesso pode ser feito pelo Meu SUS Digital, sem necessidade de encaminhamento prévio de uma unidade de saúde.
O novo serviço tem capacidade para oferecer até 100 mil teleatendimentos por mês em todo o país. Além das mulheres em situação de violência, também podem procurar o atendimento mães e outras mulheres que enfrentam sobrecarga por cuidar de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.
Para mulheres vítimas de violência, o atendimento abrange situações de violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. O serviço é destinado a mulheres com 18 anos ou mais.
Não precisa apresentar boletim de ocorrência
Um dos pontos importantes é que a mulher não precisa apresentar boletim de ocorrência ou qualquer outro documento para comprovar que sofreu violência.
Também não é necessário passar anteriormente por uma Unidade Básica de Saúde (UBS), CAPS ou outro serviço público para conseguir o atendimento. A própria mulher pode fazer diretamente a solicitação.
O serviço começou em março como projeto-piloto nas cidades de Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). Agora, foi ampliado para mulheres de todos os estados brasileiros.
Como pedir atendimento
O primeiro passo é entrar no aplicativo Meu SUS Digital utilizando a conta Gov.br.
Dentro do aplicativo, a usuária deve acessar a área de “Miniapps” e selecionar “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”. Depois, será direcionada para a plataforma responsável pelo cadastro.
Nesse momento, a mulher deverá informar se está vivendo ou já viveu uma situação de violência ou se é cuidadora de uma pessoa com deficiência, transtorno do neurodesenvolvimento ou doença rara.
Depois do cadastro, a equipe deverá entrar em contato em até 24 horas para que a usuária possa escolher o dia e o horário da consulta.
Atendimento pode chegar a dez sessões
As consultas são realizadas por videochamada e cada sessão tem duração mínima de 50 minutos.
O acompanhamento poderá ter até dez sessões, com possibilidade de um novo ciclo quando houver necessidade. A proposta é que a mesma psicóloga acompanhe a mulher durante o processo.
Depois das sessões, caso seja necessário continuar o tratamento presencialmente, a paciente poderá ser encaminhada para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outro serviço da rede pública de saúde.
Os atendimentos são realizados de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h, no horário de Brasília. As consultas são conduzidas por psicólogas capacitadas para atendimento em ambiente virtual e identificação de situações de risco.
Casos de emergência
O teleatendimento psicológico não substitui os serviços de emergência.
Quando houver risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190 ou o Samu pelo 192.
Mulheres que precisam de informações, orientação ou desejam denunciar situações de violência também podem procurar a Central de Atendimento à Mulher pelo telefone 180, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana e feriados.
Fonte: Agência Brasil
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